Coaching, Gestão, Tomada de Decisão

Os cinco hábitos financeiros que recomendo

Acabei de ler um artigo do Washington Post de 30/12/14, que menciona que pesquisadores do Banco Federal de St. Louis identificaram cinco hábitos financeiros que podem fazer alguém sair da penúria financeira e, até, com o tempo, torná-lo rico. O artigo está no rodapé deste post, em inglês. Mas, analisando os hábitos mencionados, optei em listar as minhas próprias reflexões do que produz saúde financeira. Não coloquei nada específico, pois pensei em regras gerais, hábitos que se ajustem para qualquer pessoa. São eles:

1 – Invista primeiro
Economize um percentual do que ganha AO RECEBER o dinheiro no início do mês, e não apenas do que sobrar do dinheiro, depois de usado em todos os gastos do mês. A diferença é gigantesca no controle, mas é o hábito mais difícil de implementar, pois no início não sabemos exatamente o quanto se pode economizar.
Assim, se nunca o fez, comece com um valor virtual – isto é, coloque um valor fictício em uma planilha e só aloque no final do mês. Experimente, por exemplo, 5% do seu salário. No entanto, no mês seguinte, cobre de si mesmo juros de mercado do investimento, e coloque o valor mais os juros. Resista a tentação de fazer uma aplicação fictícia por mais do que dois meses – com certeza vai se sabotar e não colocará o dinheiro.

2 – Conheça o seu padrão de gastos
Estude-se mês a mês até conhecer bem o seu próprio perfil financeiro de renda e de despesa. Para ajudar nisso, é melhor não fazer uma planilha de anotações extensa e detalhada demais, que é cansativa de manter o registro e muitas vezes não oferece tantas dicas de mudança de comportamento que valha a pena todo o trabalho de anotar.
Sugiro segmentar o seu caixa mensal em, pelo menos, quatro compartimentos estanques:

Manutenção, Trabalho (*), Lazer (**) e Investimento.
O ideal é que cada compartimento receba o seu crédito a partir da receita mensal, de forma a não permitir que avance no dos outros. Se o fizer, deve retornar o valor “emprestado” no máximo até o próximo mês, acrescido de juros simples de mercado.
Você pode segmentar isto em poupanças ou em cartões de débito diferentes, depende do que conseguir fazer em seu banco. Ou então pagar “mesadas” para si mesmo, é possível.

3 – Pague suas contas sempre na data certa
Evite os juros adicionais por atraso – são as mais altas taxas de juros do mercado!. Como corolário, não, nunca, jamais, usar cartão de crédito como crédito. Isto é, usá-lo apenas como débito, como forma de concentrar os pagamentos em uma data só.  Mas há uma exceção, veja no item seguinte.

4 – Tenha dívidas apenas se elas forem produtoras de valor.
Exemplo: comprar um fogão à prazo só se usá-lo para vender bolos etc. Não faça dívidas para consumo ou lazer, não importa do que seja. Isto é, dívidas para viagens ou carros pessoais não valem a pena. Presentes, obrigações, também, mesmo que sejam de Natal e aniversários. É preferível economizar o valor durante o ano e só comprar o bem no final do montante disponível.
Realmente é mais fácil dizer não a si mesmo do que a outros, principalmente para crianças, mas vale a pena SER o exemplo. Aquilo que foi adquirido com economia será muito mais bem aproveitado do que o parcelado da compra do impulso, que ainda será pago meses após o bem se tornar desinteressante.
Mesmo uma residência para moradia não vale a pena, se não houver uma justificativa financeira que torne o imóvel fonte de renda. Seria preferível morar em um imóvel alugado de menor custo do que investir em um imóvel próprio apenas para conforto.

5 – Invista em alta liquidez pelo menos o equivalente a 6 meses de salário
Muitas pessoas investem apenas pensando no longo prazo, e imobilizam patrimônio em ativos que são altamente rentáveis. No entanto, se houver imprevistos, serão obrigados a resgatar com muito prejuízo. Pense que só vale a pena investir no longo prazo, tal como aposentadoria ou casa própria, se já dispor de um “colchão” equivalente a seis meses de salário atual. Nunca aloque todo o dinheiro em ativos de baixa liquidez, de longo prazo, mesmo que a rentabilidade seja excelente. Esta regra poderia ser aplicada até em seguros-saúde – quem tem suficiente dinheiro líquido pode se dar ao luxo de não depender das regras extorsivas dos seguro-saúde, que facilitam muito na idade inicial e dificultam aos mais velhos.

(*) Profissionais liberais devem incluir em Trabalho qualquer dinheiro que necessite ser aplicado para manter o seu negócio. Não devem ter o seu valor subtraído de investimento e nem em um pró-labore separado. O valor que recebem no presente está em Manutenção e Lazer e o que economizam para o futuro está em Investimento.

(**) Doações podem ser contabilizadas como Lazer ou como Manutenção, dependendo se são consideradas como um prazer pessoal ou obrigação social… 🙂 Não abra um item separado para Doações, pois não são obrigatórias.

http://www.washingtonpost.com/news/get-there/wp/2014/12/30/the-five-money-mistakes-that-are-making-you-poor/?tid=pm_business_pop

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s