Foco nas Metas ou Foco nas Ações?

No trabalho de Coaching, tanto profissional quanto referente a metas pessoais, observamos como as pessoas passam por altos e baixos. Várias vezes estipulam metas e prazos – e várias vezes estas metas e prazos não são alcançados.

A princípio pode parecer desanimador, e comentam comigo que não adianta planejar e nem estipular resultados, pois a vida é imprevisível.

É nesse momento que nos lembramos da célebre frase: “quem não planeja realizar, está planejando falhar”. 

Sim, é normal obter alguns resultados e também alguns revezes. Mas há um conselho que pode ajudar e muito: não se preocupe em estipular metas de TER, e sim metas de FAZER. Estas é que são efetivas.

Como assim? Em outras palavras, não é tão importante assim estipular metas de futuro – metas de realização. O que devemos estipular é metas de presente – metas de execução.

Todo e qualquer resultado futuro é advindo de execução no presente. Sendo assim, quando estipulamos metas de execução presente, estamos, por tabela, planificando e assegurando o resultado futuro.  Isso parece óbvio, pois sabemos que todo resultado é advindo de atividades diárias.  No entanto, quando se pensa em metas e prazos, há preocupação demasiada no resultado final. E este, em si mesmo, não é propulsionador de ação real, e sim apenas de esperança – ou de preocupação.

Em suma, apenas manter um olho no resultado não é suficiente como planejamento efetivo. É necessário um método para nos motivar e nos impulsionar na execução de cada tarefa do dia a dia, que realmente nos dirija para o alcance daquele resultado final.

Mas como transformar uma meta de TER em uma meta de FAZER? O que ajuda neste sentido é pensar não nas metas e sim em “ações que preciso ter feito para só depois perceber o resultado expresso naquela meta”. Isto é, não se ocupar tanto em mensurar coisas obtidas e consequências desejadas, mas sim mensurar as ações e atitudes que deverão produzir aqueles resultados e que portanto devem ser observadas antes.

E então dividir tais ações em partes operativas bem pequenas. Não do que foi conseguido, mas do que foi feito para conseguir. Assim, fica mais fácil descobrir o que precisa ser feito antes.

É como fazer um plano de ação – só que ao contrário – do futuro para o presente – e descobrir quais são as Primeiras e Próximas Ações necessárias HOJE, que vão dirigir para o resultado desejado. E concentrar a atenção em executar apenas a primeira menor parte: a Próxima Ação.

Desta maneira mantenho um melhor foco no progresso, mesmo em épocas onde o tempo é escasso.

Como exemplo; a meta de “reduzir o peso de 100kg para 80kg em 6 meses” parece bem operacional, não? Tem prazo, é mensurável. … Mas é uma meta de TER, não de FAZER. Ela não explicita o que se faz. Mas se pensarmos “o que realmente eu precisaria ter feito para conseguir isso em 6 meses?”, aí sim, teremos uma ideia clara. Investigando esta pista, posso descobrir o que precisaria estar fazendo (desculpem o gerundismo) hoje, como parte da execução desta meta.

Não é necessário detalhar todas as ações a serem feitas durante os seis meses. Haverá muitos momentos de reavaliação do planejamento. Mas a ação de hoje – e da semana – esta deve ser bem objetiva e operacional.

Para quem, como eu, gosta de ferramentas práticas e de baixa curva de aprendizado, existe um método simples de manter este foco, através de uma metodologia comumente conhecida como “Corrente de Seinfeld”.  Sim, Seinfeld, o humorista. Esta técnica pegou o seu nome porque ele a divulgou para um amigo redator, que escreveu a respeito. Leia mais sobre isso nos links no fim deste artigo. Tal técnica é muito conhecida na área comportamental, e sua origem se perde no tempo.

Consiste no fato de que, se estamos executando uma atividade que possui tarefas diárias, uma boa forma de manter o hábito é “ticar” um “xiszinho” ou uma bolinha vermelha em um calendário, a cada dia, assim formando uma “corrente de hábitos” ou uma “corrente de ações” diárias.

A brincadeira é não cortar a corrente, isto é, obter uma cada vez maior fieira de xiszinhos ou bolinhas. Isso nos recompensa psicologicamente, em uma rápida dinâmica matutina, até que consigamos implantar e solidificar um hábito ou manter a atenção em ações do dia a dia, até que o resultado desejado aconteça, pelo puro e simples acúmulo de ações.

É possível marcar em um calendário de papel, de agenda, mesa ou parede. Mas se aprecia recursos digitais, talvez se interesse em usar uma ferramenta online gratuita para ajudar a implementar este controle, que também pode ser atualizada pelo celular.

Este é o http://www.lift.do .

Antes eu recomendava o http://chaincalendar.com , que apresenta o calendário básico de controle, mas o lift.do acrescentou recursos sociais bem interessantes à proposta, ajudando as pessoas a entrar em lista de ações diárias coletivas, o que pode alavancar mais ainda a execução.  Experimente.

Para saber mais:

http://www.saiadolugar.com.br/dia-a-dia-do-empreendedor/o-segredo-de-produtividade-de-jerry-seinfeld/

http://alexm.com.br/2012/08/17/como-o-segredo-da-produtividade-do-seinfeld-resolveu-minha-procrastinacao/

Deixe um comentário

Arquivado em Coaching, Produtividade

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s