Coaching

Pensamento Positivo ou Ação Positiva?

ImagemRevendo o excelente blog do Leonardo Martins, mentalista de renome, deparei-me com um texto (*) criticando o pensamento positivo e explicando mais sobre a técnica do “Como Se”, ou seja, da ação positiva, da qual sempre gostei muito e recomendo bastante.

O texto critica o uso da visualização como substituição da ação. Lendo isto, decidi escrever esta complementação. Compreendo que muitas pessoas substituem a ação pela visualização e assim se sentem satisfeitas sem fazer tudo o que é possível, dopando a si mesmas tal qual em uma desculpa psicológica.

Contudo, devo acrescentar que a visualização utilizada como forma de ensaio para a ação, e como base da técnica de “como se”, para mim é extremamente eficaz e continuo considerando que serve bem para alcançar objetivos.

A questão é usar a visualização como ensaio do FAZER, e não como experiência do TER.

Parece a mesma coisa, mas é totalmente diferente. Visualização como vivência do ter causa um sentimento de realização e, assim, reduz o anseio pela execução. A pessoa se fantasia como já tendo aquilo e assim não precisa mais acessar todo o esforço e os recursos de criatividade e nem manter o mesmo alerta que deveria manter.

Em contrapartida, visualização como técnica do FAZER é uma forma de focalização da atenção e se preparar para a ação real. Ela se direciona para o que precisa fazer e, de certa maneira, aprimora a ação real.

Como exemplo, em estudos feitos no passado nos Estados Unidos, um grupo de pessoas praticava fazer cestos com uma bola de basquete, enquanto outro grupo praticava apenas mentalmente. Comparados a um grupo de controle, que nem pensou sobre basquetebol, o grupo que ensaiou mentalmente obteve resultados de neuroaprendizagem muscular quase igual ao grupo que praticou fisicamente, na quadra.

Então, uma pessoa que se imagina executando uma ação obtêm uma boa parcela da preparação muscular e de reflexos de uma pessoa que desempenha a ação real. Esta é a visualização baseada no FAZER, focada no presente, bem diferente da visualização antecipativa baseada no TER, focada no futuro.

No mesmo exemplo acima, se um grupo fosse medido visualizando apenas que estaria sendo aclamado por seus êxitos no basquete, dificilmente obteria bons resultados. Tais imagens mentais não aumentariam o seu desempenho na quadra. Poderiam até, tal como no artigo citado no site Magica em Cena, obter resultados menores, pois a autosatisfação poderia acarretar menor concentração e esforço na ação.

No entanto, será que existem momentos onde a visualização do TER pode ser útil? Sim, ela pode ser útil quando a pessoa está “travada” por excesso de medo de desempenho. Ela pode aumentar a autoconfiança nestes casos. Visualizar o sucesso até considerá-lo possível não garante o sucesso, mas garante a autoconfiança para iniciar o processo de se preparar para ele. Pode diminuir a hesitação e fazer com que a pessoa comece a realmente a achar possível conseguir o que deseja.

Desta forma, o que recomendo é que saibamos como, quando e que tipo de visualização e ensaio mental podemos usar para obter o que desejamos. Um pouco de pensamento positivo nos prepara para o início do trabalho. Depois, é necessário dosar com muita ação positiva, focada na ação.

(*) <a href=”http://magicaemcena.blogspot.com.br/2013/01/auto-ajuda-esqueca-o-pensamento.html&#8221; target=”_blank”>http://magicaemcena.blogspot.com.br/2013/01/auto-ajuda-esqueca-o-pensamento.html</a&gt;

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