Para que serve o Coaching?

O coaching é uma forma de ajudar a pensar. Pensar de forma direcionada e positiva, para resolver problemas, requer muito esforço e autopercepção.

Quando em face de uma determinada situação  ou desafio, a maioria das pessoas salta para conclusões antecipadas ou opta por alternativas decididas sem muita análise, seja devido à ansiedade de decidir rapidamente ou devido à familiaridade com determinada linha de ação.

O coaching auxilia a direcionar e focar o pensamento, facilitando que os recursos e informações disponíveis sejam utilizadas de forma balanceada.

O coach não atua como um consultor ou instrutor – provedor de informações específicas sobre um determinado assunto – e nem como um psicoterapeuta – apoiador e auxiliador na elaboração e superação do desconforto emocional.

Ele trilha um caminho intermediário, atuando como um tipo de um “espelho côncavo”, do tipo existente em parque de diversões. Com este apoio o pensamento do indivíduo habitua-se a manter no objetivo final, sem muita distorção.

Existem muitas ferramentas e práticas usadas no processo de coaching. A maioria dos seus praticantes irá dizer que as principais características desta metodologia são uma escuta ativa e o uso de perguntas estimulantes (*).

No entanto, antes e mais importante do que isso, considero o uso do pensamento direcionado e bem estruturado como a essência do procedimento. Este é que é a forma de alcançar a melhor solução e é a principal ferramenta. Escutar e perguntar são meios para o pensamento direcionado.

Neste ponto podemos efetivamente separar um processo de conversação usual, mesmo com o uso de modelos de coaching, de uma sessão profissional. Um coach profissional não escuta tudo apenas por escutar, seja por atenção, apoio e empatia. Ele filtra dados, procurando padrões e estruturas, procurando descobrir aquilo que mais eficazmente ajudará o seu cliente a alcançar o seu objetivo.

Também não pergunta apenas para produzir respostas que apelam a estados emocionais, peguem o cliente de surpresa e suscitem o “efeito Eureka”. Seu propósito é efetivamente clarear o assunto, fazendo perguntas das quais não sabe a resposta, mas que entende sinceramente que contribuirão para ampliar a compreensão e facilitarão encontrar meios de realizar as ações necessárias.

Entendido desta maneira, coaching é um processo árduo, cansativo e desgastante, e não uma conversa leve e estimulante, como alguns possam pensar. Não é uma aula ou palestra motivacional e nem um confessionário. É trabalho duro.

(*) –  traduzido muitas vezes como “perguntas poderosas” mas o mais correto seria traduzir power questions como “perguntas emponderantes”, porisso prefiro usar “perguntas estimulantes”.

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