Modelo de Coaching GROW

Um dos modelos de Coaching mais conhecidos é o desenvolvido por John Whitmore, intitulado GROW (Goals-Reality-Options-Will/Wrap-Up), que significa uma sequência de planejamento onde o Coach dirige seu cliente (o Coachee) a iniciar uma reflexão e tomada de decisão sobre as metas que estipulou para sua vida ou sua carreira.

Este é um dos meus modelos prediletos de Coaching e, refletindo sobre a sua prática e no esforço de ensinar futuros coaches a usá-lo bem, desenvolvi o quadro abaixo:

GROW adaptado

Não há como negar que há um trabalho tanto emocional quanto cognitivo no processo de investigação de Coaching. A figura acima, com seus altos e baixos, representa a “energização” e “desenergização” que o Coachee passa, quando desenvolve uma análise de Coaching.

Tudo começa com a Queixa, uma insatisfação inicial. Ela é desenergizante em si mesma – o Coachee entra no trabalho de Coaching com uma sensação inicialmente negativa ou neutra acerca da sua expectativa sobre a realização de seu objetivo. O Coach reconhece isso e interage com o Coachee fazendo-o se motivar, se energizar – a trilha ascendente simboliza este processo.

O “G” é formado pelo Sonho inicial, a avaliação do presente e o objetivo futuro. Estas três etapas são uma “montanha-russa” emocional para o Coachee, mas é importante se deter bastante nestes itens. Já estamos dentro das etapas do Coaching propriamente dito. Há uma análise do Presente, pois um Objetivo – uma Meta Final – deve ser avaliada em função da realidade – nem uma descrição sucinta de um Sonho prescinde de uma descrição da situação inicial e só depois disso a descrição do Objetivo se torna mais definida.

O “R” é a Realidade, uma revisitada no Presente de maneira mais profunda. A partir do Objetivo é possível uma listagem dos Obstáculos e dos Recursos disponíveis. Após isso, tem-se uma avaliação mais completa do que o Coachee já sabe da situação como um todo.

O “O” são as Opções. A partir da compreensão dos Recursos e Obstáculos o Coachee pode pensar em como fazer para evitar possíveis problemas no momento da execução. É um pouco desestimulante falar de soluções de contingência e Plano B, mas ajuda o Coachee a antecipar frustrações e evitar desapontamentos e torna o plano de ação futuro mais sólido. E o exame dos Recursos e a consideração dos Obstáculos permite que o desenvolvimento de Alternativas seja rico.

No “W”, a partir das Alternativas há um trabalho – por muitos considerado chato, mas necessário – de montar e acompanhar Indicadores de Performance, que servem de balizas para o Plano de Ação. Só a partir daí se consegue estruturar um bom Plano.

A inteespiral ascendentenção deste desenho é ressaltar que estas subidas e descidas emocionais são na verdade um processo de espiral ascendente, simbolizado melhor se curvarmos o desenho em 45 graus, de tal forma que pareça ser uma escada ascendente. Desta forma o processo de aplicação do GROW fica mais claro como simbolizado: uma maneira de ajudar uma pessoa a subir uma escada.

As perguntas usualmente associadas ao GROW são uma forma de colocar pé após pé em um degrau mais alto. Há perguntas muito sofisticadas em uso no Coaching mas, em essência, as melhores são as mais coloquiais, mais simples. As que considero mais eficazes estão abaixo, na sequência que prefiro usar:

– qual é o problema? (queixa)
– aonde quer chegar? (sonho)
– quem quer ser quando chegar lá?
– o que isso te traz? (valores)
– o que está acontecendo agora? (presente)
– o que já tentou / experimentou?
– quais os resultados obtidos?
– o que acha que funciona?
– o que pode interferir? (obstáculos)
– o que pode levar em conta?
– o que pode aproveitar / usar para resolver isso? (recursos)
– o que faria para evitar este problema? (plano B)
– quais são as alternativas viáveis?
– o que já sabe fazer que pode aplicar aqui?
– o que é realista / correto / balanceado?
– como saberá que está dando certo? (indicadores)
– o que fará primeiro? (plano de ação)
– qual é a sequência de ações?
– fazendo tudo isso consegue o que deseja?
– isto é justo/correto / digno de se fazer? (ecologia)
– o quanto está disposto a por em prática isso? (compromisso)
– no que mais posso te ajudar?
– o que precisa que eu faça para isso?

Espero que esta análise possa ajudar a outros coaches, como ajudou a mim. Mandem-me feedback a respeito.

Antonio Azevedo

Leia também:

http://coachingsp.wordpress.com/2009/06/26/ferramentas-de-coaching-grow/

http://www.wishfulthinking.co.uk/2007/08/01/the-grow-coaching-model/

http://www.mindtools.com/pages/article/newLDR_89.htm

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