Palestra PsicoMagia: Arte, Terapia e Magia

Esta palestra foi proferida na Primeira Mystic Fair do Rio de Janeiro, em 5 de Maio 2012, por Antonio Azevedo.

Alejandro Jodorowsky é um escritor, dramaturgo e cineasta chileno que nasceu em Iquique, no Chile em 7 de Fevereiro de 1929 (tem 83 anos). Trabalhou quando criança como palhaço de circo e artista de marionetes. Em 1953 mudou-se para Paris, onde estudou mímica com Marcel Marceau e trabalhou com Maurice Chevalier e Fernando Arrabal. Tornou-se ator e dramaturgo e fez vários filmes. No final dos anos 60 dirigiu peças de vanguarda de muito sucesso, tais como Fábulas Pânicas e os filmes “Fando y Lis” e “El Topo”. Em 73 lançou “A Montanha Sagrada”. Seus filmes surrealistas fizeram muito sucesso.

No final dos anos 60 dirigiu peças de vanguarda de muito sucesso, tais como Fábulas Pânicas e os filmes “Fando y Lis” e “El Topo”. Em 73 lançou “A Montanha Sagrada”.

Em 1975 retornou à França. Em 80 começou a escrever histórias em quadrinhos, muitas delas com Moebius (O Incal) e continuou escrevendo livros. Em 1989 retorna ao cinema com “Santa Sangre” e em 90 dirigiu “The Rainbow Thief”.  Tem quatro filhos e é casado com a pintora francesa Pascale Montandon, desde 2010.

Seus estudos de psicanálise e do xamanismo chileno culminaram no livro “Psicomagia – uma terapia pânica” em 1995 e, em 2011, o livro “A dança da realidade” e “Manual de Psicomagia” (conselhos para curar a tua vida) em 2009.

A Psicomagia mescla arte, filosofia oriental (tal como o budismo zen), misticismo, culturas antigas xamânicas, menciona reencarnação, Gurdijieff e Carlos Castaneda. No entanto interpreta tais fontes sob o ponto de vista de sua utilidade para a terapêutica humana, não pressupondo sua total realidade em si e sim a a realidade interna dentro do “ator” – o indivíduo interessado em um ato psicomágico.

A Psicomagia está calcada nestes estudos. Atua principalmente através do símbolo e da metáfora. No entanto, ela tem uma ênfase na estética e na dramatização ritualística. Ao invés de considerar a dimensão inconsciente como um inimigo a combater, considera como uma porta para ampliar a dimensão do eu. Apesar de uma base na psicanálise, a Psicomagia não pretende curar o sofrimento emocional pela palavra e nem por um discurso racional, e sim por uma dramatização que penetre fundo na linguagem do inconsciente.

As raízes da Psicomagia estão no xamanismo, na psicanálise e no efeito de dramatização do teatro. Ela afirma o paradigma que o inconsciente toma atos simbólicos como se fossem reais, de maneira que um ato mágico-simbólico-sagrado pode modificar o comportamento do inconsciente e, por conseguinte, se bem aplicado, curar traumas psicológicos. Este atos são desenhados sob medida e são prescritos por um psicomago que analiza as peculiaridades pessoais de cada “ator”, que é o consultante. Muitas vezes se estuda também sua árvore genealógica.

A Psicomagia não segue um caminho ainda científicamente válido para a construção e defesa do conhecimento a que se propõe. Jodorowsky reconhece que não está no terreno científico e sim no plano da “arte”, da mesma forma que a arte é terapêutica em si mesma.

Pode-se reconhecer semelhanças entre a psicomagia e o xamanismo e as “simpatias” primitivas – Alejandro desenvolveu-a observando como trabalhava os xamâs do México, Chile e Peru, que obtinham grande eficácia em seus rituais mágicos, tanto para a saúde mental quanto física da população pobre do interior destes países. No entanto existe uma diferença principal – o xamanismo apela à superstição do indivíduo e este obedece ao xamã sem saber o porquê. Na psicomagia, o sujeito está consciente do caráter simbólico do seu ato, e o dramatiza sabendo do poder que ele tem no inconsciente coletivo e social, mesmo não tendo necessáriamente crenças em energias espirituais.

Para Jodorowsky, os médicos e terapeutas pensam que a terapia é só ciência. Os curandeiros percebem que a medicina é também uma forma de arte, pois os pacientes não são apenas corpos e não respondem de forma exatamente igual aos remédios, conselhos e práticas de cura. Os xamãs vêem as doenças como sonhos, mensagens que revelam problemas não resolvidos – a base da psicossomática. Desenvolvem técnicas pessoais criativas, cerimônias e feitiços que impressionam emocionalmente o doente, de forma imaginativa, e o fazem participar ativamente do seu processo de cura, ao invés de ficarem passivamente esperando que sejam curados.

Por um bom tempo Jodorowsky chamou estes processos de “farsa sagrada”, pois via estes xamãs mais como artistas, fazendo prestidigitações em frente aos pacientes. No entanto, o seu índice de curas era muito bom. Como podia ser isso? Eles afetavam o inconsciente do paciente, e este se curava. Mas será que este tipo de terapia artística poderia influenciar um indivíduo cuja mente racional é predominante, e não tem fé nestes rituais primitivos? Percebeu, pela experiência, que mesmo consciente do processo, um indivíduo racional podia permitir que seu consciente influenciasse seu inconsciente e assim participar com êxito de um ato de “psicoxamanismo” e de psicomagia. Compreendeu que os processos ritualísticos tinham também poder de cura.

No entanto, o uso das crenças pessoais foram importantes. Uma mulher usava uma simpatia mexicana – um óleo especial passado no corpo – para curar a bronquite do filho. E não resultava. A xamã, perguntou, então, quais eram as crenças dela. Ela era católica. Então a xamã recomendou que a mãe rezasse um Pai Nosso ao passar o óleo. E o filho melhorou.

Com o interesse na Psicomagia, Jodorowsky, de só artista, começou a atender pessoas em sessão de uma hora e meia, onde sugeria dramatizações artísticas psicomágicas para suas dúvidas e sofrimentos. Ressaltava que era necessário muita imaginação e conhecimento artístico e saber da árvore genealógica do indivíduo, para entender onde o seu inconsciente social conflitava com seu inconsciente pessoal, tal como na Psicanálise. Como também foi praticante de Tarot, buscou entender o simbolismo deste e aplicá-lo à Psicomagia. No entanto não acreditava em conhecer o futuro – apenas em predizer aquilo que vai acontecer, pela criação inconsciente e automática do roteiro da própria vida, fazendo com que o consulente “criasse o futuro que visualizou”. Então, isto também podia ser usado de forma terapêutica.

Seu filho, Cristóbal Jodorowsky nasceu na cidade do México em 1965 (47 anos). Atua como psicoxamã e ministra formação em psicoxamanismo e psicomagia, no México, Chile, Perú, Colombia, Venezuela, Indonesia, Filipinas e Ìndia. Durante 30 anos foi assistente de seu pai e trabalhou em paralelo com Tarot, tal como seu pai e com terapias alterantivas, as quais chamou de “metagenealogia”, que é a análise da influência da família no comportamento espiritual do indivíduo. Também é pintor, cineasta e produtor teatral. Cristóbal diz que a Psicomagia não é uma ciência e sim uma técnica artística que visa alcançar o público total – O Ser Essencial – e não só a consciência humana. Assim, é uma técnica que se pode aprender, mas que não se pode estruturar e nem explicar metodicamente. Como uma arte, se podem ensinar certas bases e noções úteis, da mesma maneira que se pode ensinar a um pintor a como segurar a palheta e o pincel, mas o final do quadro dependerá do que o artista cria.

Os processos da mente são mais simbólicos, o que já foi explicitado pela Psicanálise. Esta é a base da Psicomagia, que utiliza a Arte como forma de trabalhar estes símbolos. A Psicomagia pede aos seus “atores” – atores de si mesmo, representantes de seu papel social – que se “reinterpretem”, efetuando um “teatro simbólico” consigo mesmos, de sorte a modificar e ampliar a sua própria percepção sobre a vida. No entanto, a Psicanálise buscava traduzir a linguagem simbólica dos sonhos e dos atos falhos, que pertencem ao inconsciente. Para Jodorowsky, o inconsciente não é traduzível; é completamente caótico. O inconsciente não seria capaz de adotar uma expressão racional. Por isso, a Psicomagia propõe o caminho inverso – fazer com que a parte racional aprenda a linguagem simbólica do inconsciente e, justamente por ser mais flexível, use esta linguagem para transmitir o que deseja e assim obter melhores resultados.

Muitos destes atos requerem superar limites e confrontar regras e morais impostas pela cultura e pela família mas que entraram em conflito com o próprio indivíduo. Por exemplo, se uma pessoa tem algum temor excessivo de seu pai, agora já morto, e percebe como isso interfere com as figuras de autoridade que confronta no dia a dia, com seu chefe no trabalho, pode optar em pegar uma fotografia do pai, colá-la dentro dos seus sapatos e ir trabalhar com eles, pisando firme em seus sapatos, quando for conversar com seu chefe.

Aquilo que nos atemoriza perde a força quando deixamos de combatê-lo e o integramos em nossa mente através de nosso corpo, através de um ato psicomágico que nos ajuda a despertar do sonho lúcido para uma plena consciência.

A Psicomagia considera a acepção do Ser Essencial. Quem nós somos está enredado em um sistema familiar e social complexo. Somos, no fundo de nosso cérebro, um animal social e lutamos pela sobrevivência de nosso clã. Para o cérebro arcaico, temos um inato instinto de conservação familiar. Por isso nos custa despojarmos dos aspectos que impedem que cresçamos, pois é como se estivessemos cortando os laços com a nossa espécie. Os fantasmas das memórias e da moral e estruturas de comportamento do grupo, mesmo que errados, são difíceis de superar.

Para a Psicomagia, os fantasmas, espíritos e demônios devem ser combatidos nas dimensões da mente, pois se revelam como aspectos da mente, em seus sofrimentos emocionais e, por conseguinte, físicos e psicossomáticos. Não importa se aceitamos o paradigma de espíritos ou não – eles são símbolos mentais, e aí é que devem ser trabalhados.

Crenças destrutivas podem ser consideradas “fantasmas da mente”, inibições emocionais que invadem o Ser Essencial e criam comportamentos repetitivos, uma paralisia existencial que vai contra as leis universais. Se há fortes inibições sexuais ou artísticas (uma forma de expressão sexual em níveis criativos mais altos), o homem está em combate com os seus “demônios interiores”, que impedem a expressão criativa natural do seu ser e sua força inata.

Entidades, demônios, fantasmas na Psicomagia são metáforas que podem ser usadas como forma de entender os aspectos da mente que precisam ser trabalhados para liberar sua energia ao retorno do Ser Essencial.

Apesar dos princípios da Psicomagia serem simples, sua efetividade está demonstrada pela experiência. Mesmo assim sua aplicação prática é muito difícil e pode ser uma técnica perigosa de ser usada em mãos inexperientes, pois depende de imaginação, arte, intuição e compreensão profunda, não apenas de seguir princípios lógicos. Para sua eficácia depende do envolvimento emocional do consultante – o ator – com o psicomago – que podemos interpretar como a popular tranferência psicanalítica. Mas, mesmo que o psicoxamã seja respeitado, a importância e o detalhamento do ato psicomágico, que é original e único, deve ser principalmente desenvolvido pelo próprio consulente, a partir de sua  história pessoal, familiar e cultural.

O psicomago deve ser capaz de diagnosticar corretamente o problema e o ator deve estar convencido da competência do psicomago, para que este ato lhe seja colocado como um ritual de transformação que atinja seu inconsciente. A Psicomagia parte de que toda enfermidade psíquica é uma proibição do sujeito que se faz a uma parte de si mesmo, e, por isso, um banimento de parte de sua consciência – o sujeito não mais se dá conta de tudo o que é. Para o sujeito, isto significa uma falta de estética espiritual – em termos poéticos, “sua alma está incompleta”. Há que criar-se um ato psicomágico para rejuntar esta parte da alma.

O Psicomago detecta qual é a pulsão inconsciente que está dificultando ao ator, a receita é um ato psicomágico intuitivo, que sempre se transforma em uma tarefa a realizar. Estas tarefas podem ser vistas de forma similar aos ordálios usados na hipnose ericksoniana ou penitências das religiões tradicionais; no entanto  na  Psicomagia são interpretados como performances. São levadas a cabo pelos consultantes e, em certos casos, por partes de sua família e relacionamentos que o consultante conseguir persuadir a participar da performance.

Este atos podem ser muitas vezes até, chocantes ou ridículos, transgressivos ou de mau gosto. Mas com este ato se pretende romper os círculos viciosos do comportamento, sejam mentais, emocionais, sexuais ou corporais. Quando se rompe este nó gordio que ata o sujeito, pode aparecer uma nova dimensão em sua personalidade e com ele há o caminho da cura.

Exemplo de ato psicomágico – um consultante informa que não consegue dormir por que um tarólogo lhe disse que alguém perto morrerá e “perderá muito dinheiro”. O psicomago sabe que apelar à parte racional do consulente não servirá  para nada, mas que com isso percebe que seu inconsciente acredita na predição. A única maneira de sair fora deste impasse é fazer com que se cumpra a predição de forma metafórica. Indica pois ao consultante que escreva seis zeros em um bilhete de vinte euros, convertendo-o assim em vinte milhões de euros. E depois que mate uma mosca que esteja voejando perto de si, envolva a mosca no bilhete e os enterre. Desta maneira a predição haverá se cumprido e deixa de ter força no inconsciente social.

A Psicomagia não segue o método científico. Nos livros de Jodorowsky, ele diz que só ele e um filho dele – Cristóbal – estavam preparados para usar os métodos Psicomágicos. Com o sucesso da técnica, evidentemente isto gerou várias críticas. Hoje ele diz que muitas pessoas estão preparadas para usar tais técnicas – mas só reconhece as que participaram dos seminários que seu filho ministra.

Em Psicomagia, ao invés da crença supersticiosa, usa-se a compreensão do paciente. Ele deve saber o porquê de cada uma de suas ações e compreender a essência do ato psicomágico. De curandeiro, o psicomago passa a conselheiro – o paciente se transforma em seu próprio curador. Os consulentes parecem sentir a obsessão de uma certa duplicidade. Sentiam-se mal com alguma forma de comportamento ou sintoma, físico e mental, e sabiam que o seu Ser Essencial era diferente disso. Para permitir a reunificação, Jodorowsky cria normalmente um personagem para que a pessoa interprete por um período de tempo. Para um juiz que se sentia em dúvida sobre sua responsabilidade do cargo, receitou que se disfarçasse de mendigo e pedisse esmolas na porta de um restaurante por um dia. Para uma pessoa em dúvida sobre sua bondade inata, recomendou adotar a personalidade de um santo por várias semanas. Na neurolinguística isto poderia ser considerado “modelagem” mas a Psicomagia interpreta isso como uma transgressão para permitir unificar o eu pela mudança de percepção, não apenas como um aprendizado puro e simples.

Em outra ocasião, uma mulher reclamou que o filho, pianista, não tinha sucesso. Investigando com mais detalhes, percebeu que a mulher tinha muito carinho pelo filho mas muita vergonha dele, por ele ser homossexual, e por isto tinha pavor que fracassasse, pois para ela, esta carrreira tinha conotação feminina. Isto influenciava o filho em seu desempenho profissional. Então Jodorowsky indicou um exercício que era praticamente um vudu: a mulher confeccionou uma figura com a imagem do filho, colocou lascas de cabelo, unha e retalhos de roupa e depois colou uma moeda de outro na sola de um dos pés e derramou uma gota de outro sobre cada um dos sete centros vitais do corpo do boneco. Aspergiu a figura com água benta e colocou ao lado do piano, acendeu uma vela e rezou por uma hora pelo êxito do filho. O concerto seguinte foi um sucesso e as relações entre a mãe e o filho mudaram de forma positiva.

No entanto, muitas vezes, usa recursos ainda mais inusitados. Para uma mãe que se queixava que estava indiferente ao filho, receitou que ela deveria imitar o amor maternal por um período de tempo determinado. Depois de um certo tempo de prática – uma semana – receitou que experimentasse de novo – mas apenas por um século…

Para um artista que queria ser mais criativo, receitou beber bastante água e desenhar um quadro com jatos de urina. O uso de excrementos, sangue menstrual e outras excreções do corpo também é usado por Jodorowsky em seus atos psicomágicos – ele considera, de forma bem psicanalítica, que a repressão sexual conta também para a dificuldade de resgatar o contato com o Ser Essencial.

Também trabalha com “sonhos lúcidos”, recomendando que a pessoa sonhe um ato psicomágico – ou adaptando o sonho dos clientes para transformá-los em atos psicomágicos, de certa forma “realizando o sonho”, com ressalvas em transformar em simbólico o que é excessivamente transgressor, como atos de violência ou morte. Muitas vezes é complexo para que o paciente realize um determinado ato e Jodorowsky propõe que o paciente sonhe um ato específico – recomendando que, quando ele conseguir sonhá-lo, estará curado. Noutras vezes, propõe um “sonho humilde” ou um “sonho sábio” – que o paciente permita que o sonho se desenvolva e o registre até que chegue a uma conclusão curadora.

A Psicomagia hoje em dia é vista como uma das pseudociências – cuja definição é qualquer método, conhecimento, metodologia, prática e crença que reclamam ter lógica científica mas não passaram pelo crivo total da experimentação científica. Mas a maioria das técnicas holísticas são consideradas pseudociências – inclusive as Homeopatia, Acunpuntura, Florais, Aromaterapia, Cromoterapia, Iridologia, Balanceamento Muscular – pois descrevem conceitos científicos mas não estão totalmente comprovados pelos testes científicos. Mesmo a Psicanálise é vista hoje como pseudociência, pois não houve comprovação científica de suas alegações. No entanto a Psicomagia não se arvora a ter método científico; logo, não devia ser incluida nesta área e ser vista sim como uma “terapia artística”.

Sites para saber mais:
http://planocreativo.wordpress.com
http://www.clubcultura.com/clubliteratura/clubescritores/jodorowsky/home.htm
http://psicomagia.es
http://rie.cl/psicomagia/
http://es.wikipedia.org/wiki/Psicomagia
http://psicomagic.wordpress.com/

Download do áudio da palestra (baixa qualidade – 1 hora – 13688 kb)

1 comentário

Arquivado em Psicomagia

Uma resposta para “Palestra PsicoMagia: Arte, Terapia e Magia

  1. Hi Antonio,
    um assunto novo neste século de grandes mudanças. A acompanhar. Acho interessante que ele seja chileno pois seu compatriota Rolando Toro criou a Biodanza, que tambem é uma terapia alternativa e trabalha com a arte do movimento do corpo. Muito a descobrir.

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