Deixei de lado uma Meta, e agora?

Conversando em uma famosa sala online de PNL, vi um comentário a respeito da dificuldade em manter o foco em Metas por muito tempo. A queixa é quando se tem várias metas, como era difícil se manter em contato com cada uma delas, sem deixar de lado cada uma.

Este assunto me fez refletir, e pensar em responder aqui, em um espaço mais amplo:

Um famoso coach americano uma vez disse que é bom tomar decisões rapidamente, mesmo que não tenhamos a certeza de que são as melhores possíveis. Isso porque provavelmente estarão um pouco erradas, e por isso, quando tomamos as decisões bem rápido, mais rapidamente ainda descobriremos os seus erros, e também rápido poderemos corrigí-los, obtendo maior sabedoria.

Ao invés, quando hesitamos demais e nos debatemos muito para tomar uma decisão, desperdiçaremos quase todo o tempo disponível para tomar uma decisão – e provavelmente, esta também terá a sua quota de erros. E no final, teremos menor tempo para corrigir os erros.

Posso imaginar centenas de situações na qual este conselho não se aplica, mas em termos gerais o considero sábio. E isto também é útil quando falamos de metas.  Tomar decisões é fazer escolhas do que fazer, a cada momento. E assumir metas é um tipo de decisão.

A definição de metas em si implica uma “ação continuada em direção a um objetivo pré-determinado”. Mas talvez esta definição implica uma crença de que qualquer ação que seja feita que não siga as metas é uma ação desperdiçada… Será mesmo?

Somos um organismo complexo, e o uso exagerado de qualquer parte do nosso corpo – e mente – pode causar danos. Podemos ter LER – lesão por esforço repetitivo – também na mente, inclusive na capacidade de persistir e tomar decisões, sabiam?

Existe uma tênue diferença entre bom-senso e teimosia, e a discussão sobre metas passa pela auto-observação desta diferença. Quando sinto que a energia de uma meta “A” está baixa e eu passo o foco para a meta “B”, não significa necessáriamente um abandono ou fracasso. Simplesmente é a energia da vida, e uma forma de não esvaziar a criatividade e o prazer de fazer coisas diferentes. Pode ser que eu volte para a meta “A” (mesmo depois de um bom tempo concentrado na meta “B” e depois na “C”) e quando volto, a motivação e a sensação de descoberta da meta “A” está totalmente refrescada. Pode ser que alcançar a meta final demore mais tempo do que a proposta inicial, mas é uma maneira mais sistêmica, mais orgânica, de viver a vida.

Metas devem ser objeto de reflexão e auto-comprometimento, mas não “congeladas em bronze” e nem perseguidas até se tornarem obsessão. São motivadoras, energizadoras, mas não devem paralisar a capacidade de fazer correções de rumo, conforme as situações da vida indicarem fazer coisas diferentes.

Em minha opinião, não se preocupem se uma meta que antes parecia tão motivadora por algum tempo pareça ficar “adormecida”. Se visualizaram e agiram por um bom tempo para uma meta e depois o tempo passa e estão superentusiasmados com a outra, a primeira não está esquecida. Só está latente, em incubação. Não compliquem demais os pensamentos se autopunindo pelo “esquecimento” da meta anterior.

Confiem nisso – mesmo que não pareça verdade, se assim for a atitude, assim se tornará. Algum tempo depois o  inconsciente trará à baila a primeira meta, com alguns aprimoramentos e nova energia e motivação para ela.

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