Como usar a PNL para tomar boas decisões

Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas.

Gosto de abordar este tema com uma metáfora: comparo o uso da nossa capacidade de tomar decisões com o mito da entrada no Labirinto de Creta, onde o Minotauro estava escondido. Quem lembra desta história antiga sabe que os heróis entravam no Labirinto buscando alcançar o tesouro que estava escondido lá. E muitas vezes se perdiam, pois os caminhos de entrada e saída eram tão intrincados que esqueciam por onde tinham vindo e ficavam presos lã dentro, até serem encontrados e devorados pelo Minotauro.

Um grande herói decidiu entrar no Labirinto; seu nome era Teseu. Ele utilizou um novelo de lã e o foi desfiando atrás de si, para marcar o caminho. Conseguiu assim alcançar o centro do Labirinto e voltar – e ainda teve a chance de matar o Minotauro.

Da mesma maneira, se queremos controlar nossos esforços de controlar os problemas (”matar o minotauro e encontrar o tesouro”), precisamos estabelecer uma linha definida de nossos esforços em direção às nossas metas, que representam o alcance de nossos objetivos (”linhas para a saída do labirinto”). Toda decisão é um jogo de alternativas, e sempre há um preço a ser pago a cada escolha em nossa vida. Com base nesta metáfora, podemos discutir a estratégia da tomada de decisão.

Em primeiro lugar, os objetivos de vida precisam ser previamente definidos. Só se alcança um objetivo – ou se afere o quão próximos estamos dele – se o especificarmos antecipadamente, É necessário defini-lo em palavras – se possível por escrito, pois as palavras apenas ditas não cristalizam tão bem os pensamentos, e é possível cairmos em um redundante processo de perpétuamente rechecar as mesmas idéias…

Em segundo lugar é necessário ativar a colaboração dos aspectos mais inconscientes da mente, para que o engajamento na solução seja o melhor possível. A PNL usa vários recursos para nos auxiliar a definir objetivos e nos focalizarmos nas soluções. Um dos melhores deles é a chamada “Ponte-ao-Futuro”: visitamos futuros hipotéticos, onde jã fizemos uma escolha, e depois visitamos um outro, onde fizemos outra escolha e assim sucessivamente, até que, com esta prática em nossa imaginação, alcançamos uma melhor compreensão das dimensões de escolhas que dispomos. Esta é uma das melhores maneiras de observamos de maneira completa o nosso comprometimento com cada uma destas escolhas.

Para quem tem alguma dificuldade em fazer isso, recomendo a leitura do livro “A Ponte para o Sempre”, de Richard Bach, que discorre o que poderia acontecer se, em um dado momento de nossas vidas, mudássemos a nossa escolha em um ponto critico, pequeno de início mas vital a longo prazo, pelos seus efeitos cumulativos.

Em termos de filmes de Hollywood, podemos também assistir “O Efeito Borboleta” (The Butterfly Effect), um filme mais leve mas que também explora esta questão, como cada microdecisão pode modificar totalmente o nosso futuro [1]. E há vários outros filmes no mesmo estilo, mas não cabe citá-los aqui.

Em terceiro, as soluções obtidas devem ser cuidadosamente avaliadas em sua relação custo-benefício e equilíbrio ecológico. Em outras palavras, estamos dispostos a abrir mão das outras coisas que também necessitam de nossos esforços e aplicarmos a soma de esforços necessária e suficiente para o sucesso em nosso objetivo planejado?

Para auxiliar nisso, pense em analisar, no momento que considerar uma decisão, um diagrama com as Vantagens e Prejuízos, Responsabilidades e Benefícios Secundários implicados na questão. Isso pode auxiliar a explicitar claramente o que está em jogo em sua tomada de decisão.
Matriz da Motivação
Explicando melhor, há sempre fatores que nos incentivam a mudar e tomar uma decisão e há sempre fatores que nos desestimulam a tomar (ou manter) esta decisão. Deixá-los conscientes evita que as emoções negativas interfiram com o processo.

Os quadrantes I (Vantagens) e IV (Prejuízos) nos incentivam a mudar e tomar novas decisões, pois focalizam nossa atenção naquilo que é vantajoso obter (ou reduzir) quando mudamos.

Os quadrantes II (Responsabilidades envolvidas) e III (Beneficios secundários implícitos em nada fazer para mudar), nos desmotivam, facilitam conflitos internos (que consideramos “auto-sabotagem).

Em quarto, estamos comprometidos com o nosso ser integrado, com o alcance destas metas de tal maneira que elas tenham suficiente efeito motivacional? Além de percebermos racional e emocionalmente o nosso desejo de mudança, precisamos criar um momento fiat lux, ou um “cumpra-se”, internamente, que sirva de gatilho para a ação. Isto é obtido com a verificação ecológica de nossas motivações, algo que a PNL pode nos ajudar a fazer. Pode ser necessário que entremos em ação sem todas as informações necessárias; mas mesmo assim a nossa mente estará engajada em obter a melhor solução possível, e buscará fazer as correções de rumo que porventura ocorrerem.

Em quinto, que atitudes e comportamentos específicos podemos utilizar que serão úteis para este fim? Neste momento, uma cuidadosa seleção dos recursos cognitivo- fisiológicos- comportamentais disponíveis deve ser realizada.

Costumamos comentar que, em essência, cada indivíduo tem cinco tipo de recursos genéricos para empregar em seus esforços de sucesso: Tempo, Esforço, Dinheiro, Conhecimento e Atenção. Qualquer tipo de atitude, comportamento ou outra coisa qualquer que utilizamos é uma receita de bolo de um misto destes cinco componentes. Esta discussão está em outro artigo, neste site. [2]

Em sexto e último lugar, estamos abertos e perceptivos às oportunidades e eventos externos, sabendo utilizar da melhor forma possível as escolhas apresentadas (”saídas do labirinto”)? Neste momento precisamos ficar abertos à Deusa da Oportunidade. Os mais ligados em Física Quântica e na visão transpessoal da realidade podem neste momento falar em Sincronicidade [3], fatores acausais, sorte, Destino, visualização criativa, mentalismo etc. Isto depende da visão de mundo que quisermos adotar. O que importa é que achamos útil nos considerar abertos à essas oportunidades, sejam elas passíveis de influência pessoal ou não.

Para facilitar a compreensão e a execução destas seis etapas, vamos listá-las como os Seis Passos para a descoberta de uma boa solução para problemas:

1. Defina o problema em sua mente e faça perguntas sobre ele, para ajudar a sua mente a focalizar nas informações úteis para a resposta. Sature a mente consciente de informações.

2. Imagine o máximo possível de soluções, sem permitir o excesso de espírito crítico nesta etapa. Deixe o seu inconsciente “mastigar” os fatos e se orientar para a solução. Comprometa-se com a importância do que está fazendo e com o desejo da solução.

3. Analise as soluções obtidas de forma crítica e com a avaliação dos prós e contras de cada uma. Analise e teste todas as respostas, sejam racionais ou intuitivas. Aceite a ambiguidade das respostas e trabalhe a partir delas, não aguardando uma resposta “mágica” perfeita.

4. Desenvolva a concentração e a confiança na melhor solução possível após a análise feita. Uma “próação”, mesmo que imperfeita, é melhor que a inação. Decida entrar em ação.

5. Estabeleça um plano para utilizar todos os seus recursos de vida da melhor maneira possível, transformando a sua Solução – por enquanto ainda um Sonho – em um Projeto.

6. Não aguarde até ter todos os resultados, analisando de forma exaustiva todos os detalhes. Em poucos casos – normalmente em laboratórios – este procedimento é útil. Na vida real a ação mediana mas imediata supera estatisticamente em melhores resultados a ação perfeita mas atrasada. Experimente. Arrisque. Aprenda a confiar na Intuição.

Para facilitar a fixação mental do que falamos acima, e assim acelerar a absorção de uma estratégia genérica eficaz de resolução de problemas, vamos utilizar um recurso verbal útil, muito utilizado em Mnemotécnica. É a criação de acrósticos [4] e acrônimos [5].

Vamos elaborar um acrônimo que represente os valores que consideramos importantes em uma eficaz busca de objetivos, conforme citados acima:

PARA OBTER ALGO NA VIDA
PAGUE O PREÇO

Planejamento
Realismo
Entusiasmo
Comportamento
Oportunidades

Isto é, pagar o PREÇO para realizarmos o que queremos significa que devemos investir tempo em Planejar o que desejamos, e mantermos uma Realística percepção de nossas chances. Mas isto não significa trabalhar sem o importante Entusiasmo, que nos motivará a obter os melhores resultados. E também será necessário aprendermos a nos Comportarmos da melhor maneira, controlando as nossas atitudes e assim aproveitando o melhor possível as Oportunidades que a vida nos apresentar.

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta
[2] https://azevedo.wordpress.com/2006/07/30/os-5-recursos-da-vida/
[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade
[4] http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B3stico
[5] http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B4nimo

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Arquivado em PNL, Produtividade

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