PNL

Crenças – o diferencial para o sucesso

As crenças são generalizações que criam, no nível inconsciente, regras sobre nós mesmos, sobre aquilo que somos e sobre a nossa relação com o mundo que está a nossa volta. Crenças são o resultado da filtragem, processamento e avaliação da informação obtida em experiências e tomadas de decisão passadas.
Algumas definições sucintas:

Crenças
Como achamos que o mundo é, isto é, como funciona.
Como achamos que nós somos, isto é, como somos construídos e nos comportamos.
Relações de Causa e Efeito e seu significado (interpretação) para nós.

Valores
O que, principalmente, buscamos no mundo.
Nossas prioridades e orientações.
Decisões pessoais de como aplicar nossas crenças para a nossa satisfação e realização.

Começamos a vida com dois crítérios sensoriais: prazer e dor. Estes dão origem a duas impressões subjetivas que costumam ser rotulados de segurança e perigo. Grande parte de nosso desenvolvimento pessoal se inicia a partir destas impressões e dão origem à crenças e à valores. Tendemos a buscar aquilo que nos dá prazer e confere segurança. Com o tempo, esta busca se transforma em um Valor.

Pense em suas Crenças como a mobília de sua casa mental. Podem ser individualmente valiosas e até úteis em certos momentos; mas ás vezes atravancam o caminho e se tornam de difícil manuseio. E podem ficar antiquadas. E, as vezes, podemos gostar de certas Crenças, mas elas não “combinam” com o resto da decoração de nossa casa mental.

Outras definições:
Critérios de Referência
Uma forma de avaliarmos cada experiência. Uma evidência sensorial de que atingimos um determinado valor ao nos comportamos de uma determinada maneira. São “materializações de crenças”, pois a sua observação nos faz corroborar ou renegar crenças já existentes.

Princípios
Valores éticos principais, ecológicos e congruentes em nível de Identidade e Essência. São como valores, só que em um nível mais abrangente e interpessoal.

Crenças Limitantes
Foram úteis e atualmente estão obsoletas.

Crenças Capacitantes
São efetivas (eficazes e eficientes) para os contextos atuais.

Condições para a boa formulação de Crenças Capacitantes:

As crenças são relações de causa e efeito conforme percebidas pelo indivíduo.
São ferramentas úteis para entender o mundo e também para transformá-lo.
E, lógico, as descrições de Crenças são uma ótima forma de utilizar a mudança de Crenças para o sucesso pessoal.
As Descrições de Crenças devem ter uma FORMA, um CONTEÚDO e um IMPACTO (emocional).

FORMA
– afirmativa e curta na sua descrição verbal;
Exemplo: “Eu consigo emagrecer e me manter magro!”

– não contenha generalizações;
Melhor falar “Há pessoas capazes de aprender uma nova língua e sou capaz de aprender também” do que
“Todo mundo é capaz de aprender uma nova língua e logo eu posso também” pois pode criar comparações e gerar insegurança.
Outro exemplo para ficar mais claro:
“Sou capaz de acordar na hora certa” é melhor do que “Sempre acordo na hora certa” pois isto pode criar uma dúvida inconsciente.

– expressa na primeira pessoa.
“Eu consigo ou estou conseguindo” é melhor do que “Os outros percebem o meu êxito e sucesso…”.

CONTEÚDO
– congruente com a forma individual de perceber o mundo;
Exemplo: se eu acho importante manter um programa de ginástica diária mas não gosto de horários rígidos, é melhor uma frase afirmativa tal como “Sinto-me motivado e escolho a cada dia um bom horário para me exercitar” do que “Comprometo-me com o horário que escolhi”.

– pode ser aferida por critérios baseados em Valores;
Exemplo: se é um valor importante para mim a convivência, posso incluir tais valores em minhas descrições de Crenças, tais como “Realizo o meu objetivo e percebo como isso me aproxima de meus amigos”

– abrange e é útil vários contextos (ecológica).
Exemplo: se analiso que uma Crença afeta tanto o contexto da Saúde quanto do Relacionamento, posso conectá-los na descrição da Crença:
“Emagreço e me sinto bem comigo mesmo e em minha imagem perante os Outros.”

IMPACTO
– produz uma sensação positiva característica (fisiológica);
Uma descrição de Crença efetiva faz-se sentir positivamente no corpo. Se ela não tem responsividade emocional, não está bem descrita e deve ser reformulada de modo mais entusiástico.

– repetida poucas vezes já se torna inconsciente;
O objetivo não é que sua repetição seja mecânica, e sim que a força do envolvimento emocional seja tão grande que a frase seja memorizada com poucas repetições e absorvida de modo completo. Em breve ela é “esquecida” pois o inconsciente já a repete por si mesmo.

– baseia-se em Valores e Princípios já existentes no indivíduo.
Quanto mais alinhada aos Valores pessoais melhores são as descrições das Crenças – e isto serve para os Princípios, pois estes são Valores também, porém pertencentes a um nível não só de Identidade como Além da Identidade, no sentido que são Valores compartilhados por grupos, com noções éticas mais abrangentes.

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Há vários tipos de Crenças e existe alguns fatores que podem influenciar na construção de uma Crença, de forma que ela se torne inadequada ou, ainda pior, simplesmente ineficaz. Podemos até chamá-las de “obstruções”, pois dificultam a formação de uma Crença de Sucesso, e facilitam a construção de Crenças Limitantes.

Crenças a respeito das Causas: limita-nos a procurarmos apenas um tipo de Origem para uma determinada situação.

Nem sempre há uma Causa única para uma determinada situação. Muitas questões são de origem sistêmica, e uma junção de vários fatores criou a situação. Procurar a Causa ùnica muitas vezes é buscar desatar um nó por demais apertado, desperdiçando tempo e esforço. O melhor a se fazer é “cortar o nó górdio” ( lembre-se da história de Alexandre O Grande e como ele cortou o nó górdio – http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3_g%C3%B3rdio ) O objetivo de deixar de entender a relação Causa-Efeito como uma simples relação direta nos permite entender o mundo de maneira mais tridimensional e compreender melhor as relações sistêmicas complexas, tais as descritas na Teoria do Caos e nas equações fractais.

Crenças a respeito do Efeito: orienta-nos a perceber apenas um tipo de Consequência para nossos actos.

Esta é uma correlação da anterior, e mostra a mesma miopia. Como exemplo, se fazemos uma mudança em nosso comportamento em face da forma como uma outra pessoa reage, com certeza a reação seguinte não é exatamente a esperada, e sim um “mix” de resposta ao nosso comportamento anterior mais o comportamento atual. Buscar isolar a reação ao comportamento como se fosse isolado do contexto geral e da história do comportamento é uma visão distorcida, que requer uma melhor compreensão sistêmica.

Crenças a respeito do Significado: apresenta apenas um aspecto da questão.

O significado dado a um determinado evento também é uma Crença, e muitas vezes é uma explicação “ad hoc”, isto é, uma explicação desenvolvida para se encaixar a uma determinada situação e não necessáriamente adequada como uma idéia geral.

Estas “obstruções” são estreitamente ligadas aos Valores principais do indivíduo.

As Crenças influenciam os Valores, impondo-nos limites sobre o que achamos que podemos Ser, Fazer e Obter no mundo. Os Valores compartilhados transformam-se em Princípios sociais, e retornam ao indivíduo, reforçados por suas conexões com o grupo, e ampliando a atuação dos Valores com os quais estão ligados, em um ciclo permanente… Esta é uma das razões do que chamamos “sabotagem social” para mudanças comportamentais.

Conscientize-se do seu trabalho de formular Crenças!
Pense em Crenças como Paradigmas – hipóteses de trabalho que são pressuposições úteis para realizar tarefas, mas que não podemos ter certeza absoluta se são verdadeiras ou falsas.

Como modificar Paradigmas
(1) Identifique as suas Crenças e pergunte-se: o que esta crença está fazendo por mim? O que faz pela minha saúde? Pelo meu sucesso no futuro? Pelos meus objetivos? Pelos meus relacionamentos? Ela me ajuda (Crença Capacitante) ou me limita (Crença Limitante)? Que benefícios ocultos (secundários) ela me traz de bom, mesmo que me limite em alguma coisa?

Para ajudar, liste para você algumas Crenças que podem ser muito eficazes:
– o meu corpo é naturalmente saudável.
– o meu estado básico é flexível de acordo com as situações de vida.
– eu aprendo com cada experiência.
– não existem erros, existem explorações de caminhos de vida.
– corpo e mente são um único sistema.
– a minha criatividade se expressa nas minhas ações, emoções, pensamentos e intuições.
– sintomas de doenças são alertas para a busca do reequilibro.

(2) Reconheça que não é fácil apenas abandonar uma crença. É necessário colocar uma alternativa no lugar, para manter o equilíbrio em seu universo mental. Pergunte-se: em que eu gostaria de acreditar? Como minha saúde melhoraria com esta nova Crença? E meu sucesso? Meus objetivos? Meus relacionamentos? Conseguiria obter, com esta nova Crença, os mesmos benefícios secundários que a Crença antiga me trazia?

(3) Verifique a congruência desta nova Crença. Pergunte-se: há algo em mim que possa resistir ou tentar me impedir que eu mude para este novo paradigma? Há algo em mim que já se encaixa e favoreça este novo paradigma?

(4) Pense em analisar sobre a forma como imagina acerca de algo que acredita e sobre algo que não acredita. Pense como estes padrões de pensamento – Certeza e Dúvida – influenciam a forma como suas Crenças e Valores influenciamm sua vida. É possível realizar exercícios especiais de relaxamento, auto-hipnose, sugestão e PNL para facilitar a forma de mudar os padrões de pensamento, aumentando a dose de certeza naquilo que se quer acreditar mais e a dose de dúvida naquilo que se quer deixar de acreditar como válido.

Crenças Limitantes mais comuns
As Crenças costumam apresentar uma Descrição Limitante (vocalizada) na primeira pessoa e uma Internalização desta crença, na forma de um sentimento pessoal de auto-estima e de valor. A descrição é uma espécie de “justificativa lógica”, cognitiva, da internalização, que é mais emocional.

Exemplos de Descrições:
Eu só existo pelo que faço no meu trabalho…
Ninguém gosta de mim!
Se demonstrar minhas emoções, fico vulnerável…
Se não for o melhor em tudo, sou um fracasso…
Só relaxo quando tudo sai perfeito…
Só vale à pena se tiver que se esforçar muito para conseguir…
Quem quer faz. Quem não quer, manda.
Vem fácil, vai fácil.
Sempre quis fazer, mas…
O mundo é uma luta, uma selva!
Prefiro não arriscar…
Eu sempre fico….quando….
Se os outros fizessem….
Eu preciso….mas….
Se eu fosse capaz de….
Gostaria de poder….
Gostaria de saber….
Um dia ainda irei…

Exemplos de Internalizações:
Sou feio, estúpido, burro…
Eu não mereço…
Sou o centro do mundo…
Eu não consigo….
Não sou bom nisso…
Acho muito difícil….
Eu gostaria….
Vou tentar…
Eu nasci assim…
Sou desse jeito mesmo…

Pergunte-se, para descobrir suas Crenças Limitantes:
Como você sabe que acredita em algo?
Como você sabe que é capaz de fazer algo?
Como você sabe que pode conseguir algo?

* – Referência Externa – comunicação de outros, elogios, prêmios etc.
* – Referência Interna – sensações internas (algo que diz, vê ou sente internamente)

Toda referência externa, suficientemente repetida (sem mecanismo de bloqueio consciente) pode ser internalizada e se tornar automática, tornando-se uma Crença Limitante ou Capacitante.
Antonio Azevedo

“Quando acreditamos firmemente que alguma coisa é verdadeira, é como se déssemos ao nosso cérebro uma ordem sobre a maneira de representar os acontecimentos.”
Anthony Robbins

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